quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Acampamento de Seringueiras sofre pistolagem

Jagunços armados nas proximidades do acampamento Paulo Freire  3 em Seringueiras. Foto dos acampados.

Lideranças das famílias do Acampamento Paulo Freire 3, de Seringueiras, tem procurado a CPT para denunciar as intimidações que jagunços armados da Fazenda Rio Doce, de Seringueiras, Rondônia.
Depois que foram despejados por ordem judicial, 42 famílias das mais de oitenta que moravam e trabalhavam dentro da área, sem ter mais onde ir, se encontram acampadas perto dum igarapé na estrada perto do núcleo urbano de Seringueiras. 
Os jagunços armados e fardados da fazenda realizam disparos e de noite andam pela mata das imediações do acampamento. Os acampados chegaram a realizar fotografias deles, num carro duma empresa de "vigilância e segurança"  fazendo exibição ostensiva de armamento nas imediações do acampamento. 
Segundo rumores, Sebastião de Peder e os seus filhos venderam ou alugaram a fazenda para terceiros, que estão investindo pesado no local, apesar de existir um processo da retomada da posse da terra movido pelo INCRA correndo na Justiça Federal. Eles entram na fazenda por um ramal aberto pela linha 15, realizando um rodéio, porém já teriam realizado declarações ameaçadoras dizendo que na estrada "tinha apenas quatro cachorros que eles iam expulsar logo".


Precisava alguns juízes realizar visita pelo menos a um dos acampamento, onde famílias sofrem embaixo de lonas e no meio da lama, como no local de Seringueiras, para pensar duas vezes antes de despejar famílias que somente querem pedaço de chão onde trabalhar terra e viver com dignidade.
Desde 2004, sem que até agora a justiça federal tenha se pronunciado, corre processo movido pelo INCRA contra o fazendeiro que grilou a área.de terra pública sem título registrado.
Seguindo declarações dos acampados, depois que as famílias foram despejadas, quase acabou a feira de Seringueiras, pois não tem mais como produzir. Eles são obrigados a trabalhar para os outros e até agora não receberam as cestas básicas prometidas pela Ouvidoria do INCRA.

Agricultores expulsos da terra não podem mais produzir alimentos. 
Uma da alunas da EFAVALE que pertence as famílias dos acampados é uma das vencedoras dos Prêmios de Agroecologia Natureza Viva Vale do Guaporé, da CPT RO, para instalar uma horta de produtos orgânicos. Porém a família dela agora não tem mais onde instalar a horta, a não ser que consigam que alguém lhes ceda um pedaço de terra.

Alguns puderam desmanchar as casas. Outros tiveram tudo destruído.


Cassambas das prefeituras de São MIguel e Seringueiras foram requisitadas para o despejo.



Acampamento foi montado na beira da estrada.












Os moradores vivem em situação deplorável após o despejo.



Vizinhos tem colocado cartazes proibindo a entrada.

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